O chapéu de cada história

Os personagens da história da humanidade e seus respectivos chapéus

Charlie Chaplin e o chapéu coco

Charles Chaplin foi muitas coisas no cinema – até um icônico ditador -, mas nada é mais Chaplin que Carlitos, o vagabundo, o resumo daquele tumultuado começo de século 20. Bengala, terno e um chapéu coco (bowler ou derby, se preferir o inglês). A presença dele atravessou o século e a peça segue vivendo no imaginário e na cabeça de muita gente.

Criado em 1948 na chapelaria Thomas & William Bowler – daí o nome -, era feito para durar. Foram logo adotados pelos negociantes dos distritos financeiros de Londres. Para, então, com o tempo, acabar como peça extremamente popular nas vestimenta das classes trabalhadoras.

A Chapelaria ‘Mad Men’

Don Draper e o chapéu.

Ok, você vai dizer: “Mas ele pode”. Sim, ele pode. Ele podia, ele poderá sempre. Mas, quem sabe, com uma bela pesquisa, você também não possa?

O modelo mais usado pelo personagem mulherengo e perdidão que acaba no fundo do poço interpretado por Jon Hamm é um fedora. Antes que a série mais bem feita sobre a década de 1960 viesse ao ar, os chapéus deste tipo estava condenados a serem usados tão e somente em filmes de máfia. Bem, agora, a depender do seu drink – Don, sugeriria um old fashioned -, a chapeleta passa a valer.

Homem de chapéu mad men

Beret na cuca

Há controvérsias, mas o beret, que virou símbolo da França, teria, na realidade, nascido no País Basco. A boina era tradicional entre os pastores aragoneses e navarianos, na região que está dividida entre França e Espanha. Acontece que a produção comercial das boinas se deu no século 17, em Oloron-Sainte-Marie, território francês. E aí é aquela coisa: Quem leva a fama é quem cria ou que populariza?

A atriz Faye Dunaway foi a responsável por cravar para sempre a peça na moda e no cinema. Como a rebelde Bonnie Parker, no clássico Bonnie & Clyde, de 1967, Faye adotou uma diversidade de cores enorme para os chapéus. Mas quase sempre era um beret que fazia a cabeça dela. Na revolta estudantil de 1968 era peça fácil entre as meninas. Daí para ficar eternamente associada à rebeldia e às mulheres de pulso firme foi um pulo.

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